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Experiência Docente no internato em Saúde Comunitária

Texto produzido a partir da Espaço Temático - CASa/UFC - Experiência Docente no internato em Saúde Comunitária - realizado no dia 28 de abril de 2016

Medicina de Família e Comunidade (MFC) é uma especialidade médica caracterizada pela atenção integral à saúde e por levar em consideração a inserção do paciente na família e na comunidade. No Brasil, foi reconhecida pelo Ministério da Educação, por intermédio da Comissão Nacional de Residência Médica em 1981, com o nome de Medicina Geral Comunitária.

 

Dia 28 de abril de 2016 o Prof. Marco Túlio Aguiar, do curso de Medicina da UFC, abordou o tema "Experiência Docente no internato em Saúde Comunitária". A atividade oferecida pelo CASa como Espaço Temático, aconteceu na sala de seminários da Prograd, no Campus do Pici. Estiveram presentes no encontro docentes da área de Educação Física, Odontologia, Matemática e Teatro.

O Prof. Marco Túlio é graduado em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais e Mestre em Saúde Pública pela Universidade Federal do Ceará. Atuou no Programa Saúde da Família em Minas Gerais, e em Fortaleza no Programa de Residência de Medicina de Família e Comunidade, da secretaria municipal de saúde do município. Atualmente écoordenador do Internato em Saúde Comunitária, e Diretor da pós-graduação em saúde, da Escola de Saúde Pública do Ceará.

Prof. Marco Túlio fez uma breve explanação a respeito do panorama atual em que se encontra a saúde pública. As unidades de atenção primária, que deveriam ser responsáveis por solucionar 80% dos casos, sofrem deficiências estruturais e profissionais. O resultado é a sobrecarga dos hospitais que abrangem, além dos casos específicos, toda a demanda remanescente das unidades básicas. No Programa Saúde da Família, o cenário se repete.Segundo o professor, existem hoje no Brasil cerca de 40 mil equipes do programa, no entanto apenas 5% dos médicos atuantes no programa tem formação voltada à medicina de família. Isso ocorre, porque a legislação brasileira permite a médicos de qualquer área de formação esta atuação. A principal consequência é a dificuldade de resolução de determinados casos clínicos, devido a carência de uma formação médica interdisciplinar.

Visto essa deficiência, o internato em Saúde Comunitária busca suprir essa demanda de formação, incluindo em seu currículo Pediatria, Clínica Médica, Ginecologia Obstetrícia, Cirurgia, além da própria Saúde Comunitária. Esse modelo de formação interdisciplinar, proporciona o desenvolvimento de competências importantes assim como possibilita ao médico de família acompanhar o paciente em sua integralidade.

Dentro dessa perspectiva, faz-se necessárioque os médicos tenham uma abordagem humanizada e um olhar mais amplo para o paciente, os sintomas e as enfermidades, possibilitando diagnósticos mais precisos e tratamentos adequados; abordagem esta,relevante não só na medicina de família, mas em outras áreas clínicas.

O internato em saúde comunitária tem duração de 6 meses, e se organiza da seguinte forma: 2 a 3 meses de estágio em serviços municipais em atenção primária, 1 mês em serviços de emergência e pronto-atendimento, 1 mês de estágio em infectologia, 1 mês em regiões interioranas, e por último 1 mês que poderá ser utilizado como período para disciplina optativa ou férias. O internato é distribuído entre as 6 regionais de saúde de Fortaleza, sendo que a UFC tem possibilidade de atuação nas regionais I, III, e V, entretanto, apenas está intervindo na regional III. Durante o período de internato, os alunos podem estabelecer um contato mais próximo com a comunidade e vivenciar de fato a realidade da saúde comunitária.

O Prof. Marco Túlio ressaltou a importância dos agentes de saúde na criação desse elo com a população. Uma vez que estes agentes são da comunidade, esse intercâmbio se dá melhor, e isso possibilita aos internos um aprofundamento mais efetivo nas questões relativas a comunidade, tornando-se também, parte dela.Contam como parte do processo de internato, espaço para auto avaliação e discussão entre os alunos, assim como avaliações do preceptor.

Ao fim da palestra, o docente apresentou dois vídeos: (1) Projeto Aqui tem Sinal de Vida, desenvolvido no Morro do Santiago, na região da Barra do Ceará, fruto de iniciativa de profissionais da área de saúde, pessoas da comunidade, coletivos e diversas parcerias, a fim de promover mudanças, e ser uma alternativa às carências dessa comunidade (vídeo) e,(vídeo 2) “A Saúde da Família e os Raios de Esperança” que mostra o dia a dia do internato em saúde comunitária.

Indicações de leitura:

GUSSO, Gustavo;LOPES, José Mauro Ceratti. Tratado de Medicina de Família e Comunidade: 2 Volumes: Princípios, Formação e Prática. Artmed Editora, 2012.

RIBEIRO, M. T. A. M. ; FIUZA, T. M. ; OLIVEIRA, P.R.S ; PEQUENO, M.L ; GOMES, K. W. L. Abordagem Comunitária pelo Médico de Família e Comunidade. Programa de Atualização em Medicina de Família e Comunidade (PROMEF), Ciclo 5, Módulo 2. Porto Alegre: ARTMED, 2010.

Texto produzido por Emanuel da Silva Nascimento

Bolsista da CASa - 2016

 

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